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O que a CPI da Equatorial Piauí já apurou na Assembleia Legislativa

O relator da CPI, deputado Nerinho (PT), espera que até julho o relatório seja apresentado

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 Foto: Divulgação / Alepi

Instalada em abril deste ano na Assembleia Legislativa do Piauí com objetivo de investigar as constantes reclamações dos serviços prestados pela concessionária de energia, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Equatorial Piauí está prestes a completar dois meses de funcionamento.

Sob presidência do deputado Evaldo Gomes (SDD), a CPI já ouviu depoimentos de representares de intuições de classes, Ministério Público, realizou sabatinas e reuniu documentos que apontam a situação da distribuição de energia elétrica principalmente em municípios do interior do estado. O relator da CPI, deputado Nerinho (PT), espera que até julho o relatório seja apresentado.

O QUE JÁ FOI APURADO

  • Existência de postes de madeiras como estrutura de infraestrutura energética em localidades rurais. Em alguns deles, o fornecimento foi suspenso devido a atuação de cupins;
  • Que essas estruturas são feitas clandestinamente, principalmente, na zona rural, mas mesmo assim a distribuidora instalou um medidor na casa de quem tem esse tipo de ligação;
  • A falta de cumprimento de prazos, a falta de clareza e transparência nas informações prestadas aos consumidores e aos prestadores de serviço e a falta de qualidade no atendimento;
  • As últimas fiscalizações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aconteceram há cerca de 8 ou 9 anos;
  • Após a compra da Cepisa pela Equatorial, cerca de 1.800 empregados foram demitidos até hoje. A Equatorial deixou de seguir a Lei da Privatização, que visava manter a reserva técnica, e passou a terceirizar os serviços;
  • O impedimento de implantação de agroindústrias – como frigoríficos de frango e algodoeira, por falta de uma matriz energética confiável;
  • A estimativa de valores que já deixaram de ser investidos no Piauí por falta de uma matriz energética confiável pode chegar a R$ 3 bilhões;
  • Perda de uma indústria de frango de mais de 34 mil aves devido à uma queda de energia no início deste ano. O prejuízo equivaleu a R$ 200 mil. 

QUEM JÁ FOI OUVIDO

  • Presidente da seccional do Piauí da Associação Brasileira dos Engenheiros Eletricistas (ABEE), Joselito Félix;
  • Advogado Arimateia Dantas;
  • Presidente do Sindicato dos Urbanitários, Francisco Marques;
  • Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi), Francisco Reinaldo;
  • Presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja Piauí), Alzir Neto;
  • Empresário Francisco Lopes, da área de avicultura;
  • Coordenador do Procon-PI, Nivaldo Ribeiro;

QUEM FAZ PARTE DA COMISSÃO

  • Evaldo Gomes, presidente;
  • Nerinho, relator;
  • Simone Pereira;
  • Gracinha Mão Santa;
  • Gessivaldo Isaías;
  • Como suplentes, Rubens Viera, Ziza Carvalho e Wilson Brandão.

O QUE DIZ A EQUATORIAL

A empresa disse que solicitará da Comissão os documentos apresentados pelos depoentes para que possa investigar e esclarecer os fatos. A concessionária reiterou através de nota que segue aberta ao diálogo com a comunidade, autoridades e demais públicos para prestar todos os esclarecimentos necessários.

 

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